Cultura

Elas são lindas – e como cantam!

Olívio Tavares de Araújo por Olívio Tavares de Araújo

Antes de tudo, o título acima está imperfeito. Não é mais verdade que as duas sejam lindas. Como boa prima donna, a russa Anna Netrebko (nascida em 1971) engordou muito e está longe da figura e do rosto de antes; já-já se torna uma babuchka. Elina Garanca, sim, nascida na Letônia (1976), essa continua bonita. 

Ambas estão entre as dez cantoras líricas de maior prestígio e sucesso, hoje em dia. Vozes belíssimas (a de Garanca talvez seja até mais), técnica evidentemente superba, ótimos dotes dramáticos no palco. Longe vai o tempo em que, além de gordos, os cantores não sabiam representar. As duas cantam aqui uma melodia conhecidíssima, a Barcarola da ópera Os Contos de Hoffman, do francês nascido na Alemanha Jacques Offenbach (1819-1880). É muito ouvida em arranjos orquestrais – mas no original, quando a ópera é montada, há canto. Pena que seja pouco. Clique aqui para ouvi-las. 

Olívio Tavares de Araújo

Olívio Tavares de Araújo

Escritor e Curador de Arte
Reside e trabalha em São Paulo desde a década de 1970. Desenvolveu sua atividade nas páginas de vários jornais de Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, e nas revistas Veja e Isto É. É autor de 14 livros e curador de dezenas de exposições. Também a partir de 1970, como diretor e montador, já realizou mais de cinquenta filmes de curta e média-metragem, a maioria sobre arte, vários deles premiados no Brasil e no exterior. Sua presença tem sido instrumental na formatação da cena artística brasileira durante mais de trinta anos. Olívio foi comissário do Brasil à 27ª Bienal de Veneza e membro de diversos conselhos e entidades, como as Comissões de Arte da Bienal de São Paulo, do Museu de Arte Moderna do Rio e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte. Recebeu duas vezes o Prêmio Gonzaga Duque da Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1979 pelos primeiros filmes sobre arte, e em 1998 pelo melhor conjunto de trabalhos.

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