Cultura

Uma festa na terra da Rainha

Olívio Tavares de Araújo por Olívio Tavares de Araújo
Foto de Bob Whitaker/Getty Images

Uma coisa puxa a outra. Da última vez, ouvimos Susan Boyle, descoberta num programa de tv inglês. A terra da Rainha me ficou na cabeça e, nesse caso, inevitavelmente eles tinham que ser os seguintes: Paul, Ringo, George e John, a mais ilustre banda de rock de todos os tempos. Qual era a mágica dos Beatles? De onde vinha sua sedução, que fazia as mocinhas desmaiarem histéricas nos shows, e o mundo inteiro comprar, encantado, seus discos? Eu não sei responder, talvez os especialistas saibam. Ao ouvi-los, hoje, o que me toca é o talento, a honestidade, a limpidez, seu modo transparente de ser e o lirismo saudável. Suas letras contam histórias simples, quase sempre do dia a dia, colocadas em lindas melodias.

Por exemplo, Hey Jude: “Pegue uma canção triste e a torne melhor”. Clique aqui para ver uma apresentação que começa tranquila, com um solo de Paul, e acaba com todo mundo na festa. 

Olívio Tavares de Araújo

Olívio Tavares de Araújo

Escritor e Curador de Arte
Reside e trabalha em São Paulo desde a década de 1970. Desenvolveu sua atividade nas páginas de vários jornais de Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, e nas revistas Veja e Isto É. É autor de 14 livros e curador de dezenas de exposições. Também a partir de 1970, como diretor e montador, já realizou mais de cinquenta filmes de curta e média-metragem, a maioria sobre arte, vários deles premiados no Brasil e no exterior. Sua presença tem sido instrumental na formatação da cena artística brasileira durante mais de trinta anos. Olívio foi comissário do Brasil à 27ª Bienal de Veneza e membro de diversos conselhos e entidades, como as Comissões de Arte da Bienal de São Paulo, do Museu de Arte Moderna do Rio e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte. Recebeu duas vezes o Prêmio Gonzaga Duque da Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1979 pelos primeiros filmes sobre arte, e em 1998 pelo melhor conjunto de trabalhos.

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